
A medida que os ambientes urbanos se tornam cada vez mais densos, é preciso aproveitar ao máximo cada centímetro quadrado de área disponível. Pensando nisso, arquitetos e arquitetas do mundo todo recentemente descobriram o enorme potencial das coberturas existentes dos edifícios urbanos, na maioria das vezes, espaços subutilizados e de difícil acesso. Além do mais, coberturas e telhados chegam a somar juntas até 25% da área de superfície total disponível em uma cidade. Podendo ser utilizadas tanto como áreas verdes e cultiváveis quanto como espaços públicos e acessíveis, estes jardins suspensos estão sendo pouco a pouco incorporados à infraestutura urbana de várias cidades ao redor do mundo. Neste contexto, este artigo procura analisar em profundidade o real potencial desta estratégia para a criação de uma nova camada de espaços públicos acessíveis em cidades densamente ocupadas.
Existem vários formas de preencher as muitas lacunas e espaços residuais que caracterizam nossas cidades. Embora tenhamos avançado muito neste sentido ao longo dos últimos anos, basta olharmos nossas cidades de cima para perceber que uma parcela considerável do território urbano permanece praticamente inexplorada. Com algumas raras excessões, a maioria das coberturas de nossas estruturas urbanas pode ser considerada uma verdadeira terra incognita. Não é por acaso que muitos arquitetos e arquitetas recentemente começaram a explorar esse território, abrindo respiros em cidades que até então pareciam sufocar. Além disso, a recente pandemia fez com que todos nós percebêssemos a importância dos espaços públicos para a nossa saúde física e mental, além de chamar a atenção para a carência deste tipo de espaço na maioria dos centros urbanos das grandes cidades.





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